Onde termina você e começa a natureza? O desafio filosófico de Espinosa…

Onde termina você e começa a natureza?

Para o filósofo Baruch Espinosa, essa pergunta talvez tenha uma resposta desconfortável: a fronteira que imaginamos entre nós e o mundo pode simplesmente não existir…

Há mais de três séculos, Espinosa questionou a separação entre ser humano e natureza. Suas ideias continuam lançando perguntas capazes de transformar a forma como vemos a nós mesmos, os outros e o mundo ao nosso redor… Continuar lendo Onde termina você e começa a natureza? O desafio filosófico de Espinosa…

💕O que acontece quando amamos? Uma singela reflexão filosófica sobre o amor neste Dia dos Namorados

💕 O que realmente acontece quando amamos alguém?

Costumamos ouvir que o amor é encontrar a pessoa certa, a alma gêmea, a metade perdida. Mas será que é só isso?

Neste Dia dos Namorados, convidamos você a desacelerar por alguns minutos e refletir sobre uma pergunta tão antiga quanto atual: o amor nos completa ou nos transforma?

Entre encontros inesperados, escolhas cotidianas e a arte de aprender a amar, a filosofia talvez tenha mais a dizer sobre os relacionamentos do que imaginamos… Continuar lendo 💕O que acontece quando amamos? Uma singela reflexão filosófica sobre o amor neste Dia dos Namorados

O que sobra de nós quando paramos? Uma reflexão filosófica sobre o descanso

Vivemos correndo de uma tarefa para outra, convencidos de que estamos aproveitando o tempo. Mas o que acontece quando finalmente paramos?

Talvez a pergunta seja mais desconfortável do que parece. Afinal, somos aquilo que fazemos ou existe algo além das nossas ocupações?

Neste feriado, o Farofa Filosófica convida você a refletir sobre o descanso, o silêncio e uma questão que inquietou pensadores como Sêneca, Montaigne e Hannah Arendt:

O que sobra de nós quando paramos? Continuar lendo O que sobra de nós quando paramos? Uma reflexão filosófica sobre o descanso

O medo do silêncio segundo Nietzsche, Pascal e Sêneca

Existe algo curioso — e talvez revelador — no modo como lidamos com o silêncio hoje.

Basta alguns minutos sozinho — no elevador, na fila, no ônibus ou antes de dormir — para surgir um impulso quase automático: pegar o celular, abrir uma rede social, colocar uma música, assistir a um vídeo, preencher o espaço com qualquer estímulo disponível.

Mas por quê? Continuar lendo O medo do silêncio segundo Nietzsche, Pascal e Sêneca

🎂 Feliz 10 anos, Farofa Filosófica! Uma década de filosofia, arte, literatura e poesia! 📚

🎈🎉 Hoje é dia de celebrar.

Neste mês de maio, o Farofa Filosófica completa 10 anos de existência!

E só chegamos até aqui porque ainda existem pessoas movidas pela curiosidade (como você, pessoa linda 💕 que está lendo este texto!). Pessoas que continuam buscando sentido nos livros, nos poemas, nas perguntas e nas reflexões que atravessam a experiência humana.

Em tempos tão acelerados, continuar cultivando um espaço para pensar, sentir e aprender juntos é motivo de alegria — e também de esperança.

Hoje, a festa é nossa. 🥂🎂📚

Feliz aniversário para todos nós! Continuar lendo 🎂 Feliz 10 anos, Farofa Filosófica! Uma década de filosofia, arte, literatura e poesia! 📚

🌵 Os 70 anos de Grande Sertão: Veredas

Em 1956, João Guimarães Rosa ofereceu ao Brasil um livro que mudaria para sempre o modo como pensamos a literatura: Grande Sertão: Veredas. Setenta anos depois, a obra continua sendo um território de descobertas, uma travessia que desafia e encanta leitores de diferentes gerações…

“Mire veja: o mais importante e bonito do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou.” Continuar lendo 🌵 Os 70 anos de Grande Sertão: Veredas

Camões, Heráclito e Heidegger: o que permanece quando tudo muda?

Mudam os tempos, mas certas perguntas continuam atravessando os séculos: Quem somos? O que significa viver bem? Como lidar com a perda? O que fazemos com o tempo que nos resta? A tecnologia muda; o coração humano, nem tanto.

Talvez seja isso que conecta um poeta renascentista português, um filósofo grego antigo e uma pessoa qualquer olhando distraidamente pela janela de um ônibus em 2026. Todos experimentam a mesma vertigem diante do tempo… Continuar lendo Camões, Heráclito e Heidegger: o que permanece quando tudo muda?

“O mundo infinito” | Texto de Giordano Bruno

Existe um tipo raro de pensador que não apenas discorda do seu tempo, mas implode os limites dele. Bruno era essa figura. Enquanto a humanidade tateava no escuro tentando entender o lugar da Terra no cosmos, ele já visualizava um universo sem paredes, sem centro e sem fim — um organismo vivo, atravessado por mundos incontáveis. Uma ideia fascinante hoje; um ato suicida no século XVI… Continuar lendo “O mundo infinito” | Texto de Giordano Bruno

🧠Razão x 💗Emoção: uma análise de 5 filósofos (Parte 2)

Em algum momento, todo mundo já se viu diante de uma decisão difícil e pensou: “devo seguir o que parece mais lógico… ou o que eu estou sentindo?”

E assim, entre o cálculo frio da razão e o impulso quente da emoção, cada escolha humana é um pequeno campo de batalha… Essa dúvida, tão comum no dia a dia, está longe de ser trivial. Na verdade, ela atravessa séculos de reflexão filosófica.
Afinal, será que razão e emoção são realmente rivais… ou essa é só uma maneira simplificada de entender algo muito mais complexo? Continuar lendo 🧠Razão x 💗Emoção: uma análise de 5 filósofos (Parte 2)

Possibilidades do conhecimento sociológico | Texto de Zygmunt Bauman

Ler Bauman é aceitar o desafio de ser desestabilizado. É permitir que a sociologia nos arranque das rotinas confortáveis e nos coloque diante da complexidade do mundo. Mais do que um exercício intelectual, é um convite à liberdade, à solidariedade e à consciência crítica.

Se você acredita que viver de forma mais consciente vale a pena, mergulhar nas reflexões de Bauman é não apenas instigante, mas necessário. Boa leitura! 📖☕ Continuar lendo Possibilidades do conhecimento sociológico | Texto de Zygmunt Bauman

“Declara a sua renda” | Crônica de Carlos Drummond de Andrade

Ler “Declara sua renda” é mais do que acompanhar uma ironia bem construída. É ser conduzido, quase sem perceber, a uma pergunta simples e incômoda: de que é feita, afinal, a nossa riqueza? Talvez a melhor maneira de respondê-la seja aceitar o convite implícito do próprio Drummond e mergulhar na leitura da crônica — onde, entre humor e delicadeza, descobrimos que há ganhos que não cabem em formulário algum, mas que, ainda assim, são tudo… Continuar lendo “Declara a sua renda” | Crônica de Carlos Drummond de Andrade

“Não as matem!” | Crônica de Lima Barreto (escrita em 1915!)

Há textos que atravessam o tempo como um grito. A crônica “Não as matem!”, escrita por Lima Barreto em 1915, é um desses. Revisitar essa crônica é perceber que a literatura pode ser uma arma contra o esquecimento e que, infelizmente, a denúncia de Barreto continua urgente… Continuar lendo “Não as matem!” | Crônica de Lima Barreto (escrita em 1915!)

“O que significa a ética do discurso?” | Texto de Jurgen Habermas

Poucos filósofos contemporâneos conseguiram recolocar a razão e a democracia no centro da reflexão como Jürgen Habermas. Sua obra é marcada por uma pergunta essencial: como podemos viver juntos de forma justa em sociedades cada vez mais complexas?
Prepare-se para mergulhar em um texto que não apenas apresenta a ética do discurso, mas também questiona: será que estamos realmente prontos para ouvir e ser ouvidos? Afinal, se a democracia é, antes de tudo, uma conversa — aprender a conversar talvez seja o maior desafio do nosso tempo…
Continuar lendo “O que significa a ética do discurso?” | Texto de Jurgen Habermas

“Sobre a brevidade da vida” | Texto de Sêneca

Se você já teve a sensação de que o dia precisava ter 48 horas — ou que a vida inteira parece estar rodando no modo fast forward — respire fundo. Você não está sozinho nessa. E o post de hoje mostra que esse dilema tem, no mínimo, dois mil anos! Com uma escrita direta e surpreendentemente atual, Sêneca nos dá um verdadeiro “chacoalhão” filosófico sobre tempo, prioridades e o modo como escolhemos viver… Continuar lendo “Sobre a brevidade da vida” | Texto de Sêneca

“Aninha e suas pedras” | Poema de Cora Coralina

Nascida em 1889, na cidade histórica de Goiás, Cora Coralina tornou-se uma das vozes mais singulares da poesia brasileira. Durante grande parte da vida, escreveu discretamente enquanto trabalhava como doceira e cuidava da família. Seu reconhecimento literário veio apenas na velhice: seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, foi publicado quando ela tinha 76 anos… Dentro desse universo poético nasce “Aninha e suas pedras”, texto que se tornaria um dos mais citados e compartilhados da autora. Mais do que um conselho, o poema é um convite. Um convite a olhar para as dificuldades não como fim, mas como matéria de transformação. É com esse espírito que apresentamos, a seguir, “Aninha e suas pedras”… Continuar lendo “Aninha e suas pedras” | Poema de Cora Coralina

“Restos de Carnaval” | Crônica de Clarice Lispector

Clarice nos convida a olhar para o Carnaval não como espetáculo, mas como experiência íntima. Em vez da explosão da festa, temos seus bastidores; em vez do excesso, a escassez; em vez do brilho fácil, a descoberta sutil de si. “Restos de Carnaval” é, sobretudo, um texto sobre aquilo que permanece quando a música cessa — sobre como, às vezes, um gesto inesperado pode iluminar uma infância inteira.

Restos de Carnaval é, portanto, um convite: olhar o Carnaval não pelo que ele ostenta, mas pelo que permanece quando a música se cala… Continuar lendo “Restos de Carnaval” | Crônica de Clarice Lispector

🎭 Um passeio filosófico pelo Carnaval — quem somos quando ninguém está olhando?

Existe algo profundamente filosófico no Carnaval.

Durante alguns dias, suspendemos as regras, vestimos fantasias, pintamos o rosto, trocamos o nome, o papel, o gênero, a classe, o status. O advogado vira pirata. A professora vira Cleópatra. O tímido vira exagero. O contido vira excesso…

Mas a pergunta que ecoa por trás do glitter pode ser desconfortável:

A máscara esconde… ou revela?

É justamente essa pergunta que nos convida a um passeio filosófico em meio ao confete… Continuar lendo 🎭 Um passeio filosófico pelo Carnaval — quem somos quando ninguém está olhando?

“Receita de Ano Novo” | Poema de Carlos Drummond de Andrade

Escrito já na maturidade do autor e publicado em um de seus livros mais reflexivos, o poema dialoga com a tradição das “receitas de fim de ano” apenas para subvertê-la. Não há fórmulas mágicas nem garantias. O que Drummond propõe é quase um exercício filosófico: olhar o tempo como matéria viva, aceitar a mudança, abrir espaço para o novo sem negar o que fomos. A linguagem é simples, direta, quase doméstica — e justamente por isso poderosa… Continuar lendo “Receita de Ano Novo” | Poema de Carlos Drummond de Andrade

“Poema de Natal” por Vinícius de Moraes

Em “Poema de Natal” Vinicius de Moraes transforma o Natal em metáfora da condição humana: somos feitos para lembrar e ser lembrados, para perder, para velar, para falar baixo diante do mistério. O poema não promete consolo; oferece companhia. Não embala; desperta. Sua força está justamente nessa recusa do sentimentalismo, tão comum às datas comemorativas… Continuar lendo “Poema de Natal” por Vinícius de Moraes

🎅A história do Papai Noel em imagens: de santo medieval a ícone global

O Papai Noel que hoje habita vitrines, filmes, memes e campanhas publicitárias parece tão natural quanto inevitável. Mas essa figura aparentemente estável e profundamente tradicional é, na verdade, o resultado de séculos de mutações culturais. O Papai Noel não nasceu pronto. As imagens que abordaremos não contam apenas a história de um personagem. Elas revelam como diferentes épocas imaginaram o Natal, a infância, a generosidade, a moral e o próprio ato de presentear. Revisitar essas imagens é olhar para nós mesmos — e para os valores que decidimos vestir de “vermelho natal” ao longo dos séculos… Continuar lendo 🎅A história do Papai Noel em imagens: de santo medieval a ícone global

“Versos de Natal” | Poema de Manuel Bandeira

Há algo de profundamente artificial na alegria obrigatória do Natal. As luzes, os votos de felicidade, a promessa anual de recomeço — tudo isso costuma soar estranho para quem atravessa o tempo com mais perguntas do que certezas. É exatamente nesse ponto de fricção entre expectativa e realidade que a poesia de Manuel Bandeira se instala. O poeta não nega o Natal; ele o humaniza. Retira dele a obrigação de ser feliz e devolve ao leitor a possibilidade de sentir sem culpa… Continuar lendo “Versos de Natal” | Poema de Manuel Bandeira

Literatura e Filosofia: A ficção como espelho da condição humana

A literatura não é apenas arte: é também filosofia em forma de narrativa. Ao contar histórias, ela nos convida a encarar dilemas que a razão sozinha não resolve. Embora distintas em seus métodos, literatura e filosofia compartilham um mesmo objetivo: investigar o que significa ser humano. Continuar lendo Literatura e Filosofia: A ficção como espelho da condição humana

“Retrato” | Poema de Cecília Meireles

Toda filosofia, no fundo, é um olhar lançado sobre si mesmo. E poucos poetas brasileiros nos convidam a esse exercício de forma tão límpida e sensível quanto Cecília Meireles (1901-1964). Em poucos versos, com uma leveza que desarma, Cecília nos obriga a encarar o eu-lírico que se olha no espelho e pergunta, quase com estranheza: “Em que espelho ficou perdida / a minha face?” Prepare-se para buscar a sua resposta… Continuar lendo “Retrato” | Poema de Cecília Meireles

Liberdade: uma condenação? | Texto de Jean-Paul Sartre

O texto que você está prestes a ler é uma das passagens mais impactantes e provocadoras da filosofia do século XX. O seu autor, Jean-Paul Sartre (1905-1980), foi um dos maiores expoentes do Existencialismo e figura central da filosofia francesa. Escritor, dramaturgo e ativista, Sartre revolucionou a forma como pensamos sobre a condição humana… Sartre nos cutuca: somos livres sim, mas estamos prontos para carregar o peso de nossas escolhas? Continuar lendo Liberdade: uma condenação? | Texto de Jean-Paul Sartre

“Hino à liberdade” | Poema de Maria Firmina dos Reis

Falar de liberdade no Brasil é sempre revisitar feridas abertas e sonhos inacabados. Maria Firmina dos Reis, mulher negra, escritora e abolicionista do século XIX, ousou transformar dor em palavra e esperança em canto. Seu Hino à Liberdade não é apenas um poema: é um grito que atravessa o tempo, lembrando que a liberdade não se decreta, se constrói — e que ainda hoje precisamos escutá-la como convocação urgente. Ler Firmina é reconhecer que a literatura pode ser arma, memória e horizonte… Continuar lendo “Hino à liberdade” | Poema de Maria Firmina dos Reis

🎃 Fantasmas, espíritos e a imagem do outro | Um olhar filosófico sobre o invisível…👻

🎃 Neste Halloween, convidamos você a pensar a data a partir de um ponto de vista mais simbólico, não apenas como uma festa de máscaras e sustos, mas como uma oportunidade para pensar filosoficamente sobre o que cabe além do que vemos…? Continuar lendo 🎃 Fantasmas, espíritos e a imagem do outro | Um olhar filosófico sobre o invisível…👻

A descoberta do mundo | Texto de Clarice Lispector

Clarice Lispector é uma das autoras mais instigantes da literatura brasileira. Escritora e jornalista, sua obra é um mergulho no cotidiano — mas com olhos de quem vê tudo pela primeira vez. A crônica “A descoberta do mundo” é um convite à leitura desacelerada, à escuta do mundo e de si. Ler Clarice é se deixar atravessar por perguntas que não pedem resposta, mas presença… Continuar lendo A descoberta do mundo | Texto de Clarice Lispector

“Meus oito anos” | Poema de Casimiro de Abreu

Poucos versos na literatura brasileira despertam tanta ternura quanto os de “Meus oito anos”, de Casimiro de Abreu.
O poema também dialoga com questões bem contemporâneas: a idealização do passado, o desejo de retorno a tempos mais simples, e a valorização da memória afetiva. Em tempos de aceleração digital e crises existenciais, a saudade de Casimiro soa como um convite à pausa e à contemplação… Continuar lendo “Meus oito anos” | Poema de Casimiro de Abreu

“Ainda assim eu me levanto” | Poema de Maya Angelou

Maya Angelou (1928–2014) foi uma das vozes mais potentes da literatura afro-americana e da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Escritora, poeta, atriz e ativista, sua obra atravessa fronteiras culturais e temporais, tocando temas como racismo, identidade, resistência e dignidade. Com uma escrita marcada pela força da oralidade e pela beleza lírica, Angelou transformou sua vivência em arte e inspiração … Continuar lendo “Ainda assim eu me levanto” | Poema de Maya Angelou

“Poema em linha reta” | Poesia de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa não foi apenas um dos maiores poetas da língua portuguesa — foi também muitos em um só. Mestre da multiplicidade, criou heterônimos como Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro, cada qual com estilo, visão de mundo e personalidade próprias. Álvaro de Campos, engenheiro de emoções e inquietações modernas, é quem assina o provocador Poema em Linha Reta. Continuar lendo “Poema em linha reta” | Poesia de Fernando Pessoa

Que é uma mulher? | Texto de Simone de Beauvoir

“Hesitei muito tempo em escrever um livro sobre a mulher. O tema é irritante, principalmente para as mulheres. E não é novo. A querela do feminismo deu muito que falar. Agora está mais ou menos encerrada. Não toquemos mais nisso… No entanto, ainda se fala dela. E não parece que as volumosas tolices que se disseram neste último século tenham realmente esclarecido a questão. Demais, haverá realmente um problema? Em que consiste? Em verdade, haverá mulher?…” Continuar lendo Que é uma mulher? | Texto de Simone de Beauvoir

“Regras do futebol de rua” | Texto de Luis Fernando Verissimo ⚽🦶

Ao publicar esta crônica, celebramos não apenas o talento de Veríssimo, mas também a filosofia que emerge do cotidiano: a ideia de que brincar é uma forma de existir, e que até nas regras improvisadas da infância há uma sabedoria que escapa aos manuais, uma ética coletiva, construída no diálogo e na convivência… Continuar lendo “Regras do futebol de rua” | Texto de Luis Fernando Verissimo ⚽🦶

“Mãos dadas” | Poema de Carlos Drummond de Andrade

Em tempos de intenso individualismo e redes sociais que nos aproximam virtualmente enquanto nos afastam emocionalmente, o poema Mãos Dadas, de Carlos Drummond de Andrade, é um convite à empatia e à presença. Hoje, o poema continua urgente. Em meio a polarizações e incertezas, Drummond nos lembra: só de mãos dadas é possível atravessar o caos… Continuar lendo “Mãos dadas” | Poema de Carlos Drummond de Andrade

“Diante de Lei ” | Texto de Franz Kafka

Franz Kafka (1883-1924), um dos grandes nomes da literatura moderna, aborda em suas obras a alienação, o absurdo e a opressão institucional sobre o indivíduo. O texto Diante da Lei, extraído do romance O Processo e também publicado como conto independente, é uma alegoria que simboliza a busca humana por justiça e verdade, enfrentando barreiras aparentemente intransponíveis. Essa narrativa expressa a crítica profunda de Kafka às estruturas sociais que limitam o acesso à justiça, convidando à reflexão sobre a condição humana em um mundo marcado pelo controle e pela incompreensão. Continuar lendo “Diante de Lei ” | Texto de Franz Kafka

5 estratégias para transformar o FRACASSO em aprendizado (segundo os estoicos)

Fracassar é inevitável. Seja em projetos, relacionamentos ou sonhos, todos nós, em algum momento, enfrentamos o gosto amargo de não alcançar o que desejávamos. Mas, para os estoicos, o fracasso não é um fim — é um mestre. Neste post, vamos explorar como a filosofia estoica pode transformar o fracasso em uma poderosa ferramenta de crescimento e autoconhecimento. Continuar lendo 5 estratégias para transformar o FRACASSO em aprendizado (segundo os estoicos)

Qual é a utilidade da filosofia? (segundo Platão, Kant, Nietzsche, Wittgenstein e Simone de Beauvoir)

Essa pergunta atravessa séculos e continua provocando debates entre pensadores e curiosos: afinal, qual é o papel da filosofia na vida humana? Platão, Kant, Nietzsche, Wittgenstein, Simone de Beauvoir… cada um, à sua maneira, viu na filosofia uma forma de libertar, questionar, esclarecer ou transformar. Suas visões mostram que filosofar não é um capricho intelectual, mas um ato de coragem e lucidez diante da complexidade da vida… Continuar lendo Qual é a utilidade da filosofia? (segundo Platão, Kant, Nietzsche, Wittgenstein e Simone de Beauvoir)

💕 Amor e Filosofia 📚 | De Platão a Simone de Beauvoir: Qual o sentido do amor?

Um singelo passeio pelos caminhos e descaminhos da filosofia sob a ótica do Amor… Já que pensar filosoficamente sobre o amor é, acima de tudo, uma forma de compreender melhor nós mesmos e o mundo ao nosso redor. Seja como uma busca intelectual, um laço ético ou afetivo, um desafio existencial ou uma manifestação de fé, o amor permanece um dos conceitos mais profundos da experiência humana. Sua força tem o poder de unir, libertar e transformar, convidando-nos constantemente à reflexão… Continuar lendo 💕 Amor e Filosofia 📚 | De Platão a Simone de Beauvoir: Qual o sentido do amor?

“Murar o medo” | Por Mia Couto Texto e vídeo

“O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura, algo me sugeria o seguinte: que há neste mundo mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas…” Continuar lendo “Murar o medo” | Por Mia Couto Texto e vídeo

O que é liberdade? | Texto de Merleau-Ponty

“Nascer é ao mesmo tempo nascer do mundo e nascer no mundo. O mundo está já constituído, mas também não está nunca completamente constituído. Sob o primeiro aspecto, somos solicitados, sob o segundo, somos abertos a uma infinidade de possíveis. Mas esta análise ainda é abstrata, pois existimos sob os dois aspectos ao mesmo tempo. Portanto, nunca há determinismo e nunca há escolha absoluta, nunca sou coisa e nunca sou consciência nua…” Continuar lendo O que é liberdade? | Texto de Merleau-Ponty

“Nossa existência na opinião alheia” | Texto de Arthur Schopenhauer

Neste texto, Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, nos leva a refletir sobre o valor que atribuímos à aprovação dos outros e como essa busca pode nos tornar reféns da opinião alheia. A partir dessas ideias, surgem questionamentos fundamentais: até que ponto nossa felicidade depende da percepção dos outros? Seria possível alcançar uma vida plena sem a necessidade de reconhecimento externo? E como podemos equilibrar o desejo de aceitação com a busca pela autenticidade e liberdade interior? Continuar lendo “Nossa existência na opinião alheia” | Texto de Arthur Schopenhauer

Filosofia, prazer e morte |Texto Michel de Montaigne

Michel de Montaigne, um dos pensadores mais singulares do Renascimento, nos convida neste texto a uma reflexão profunda sobre a tríade essencial da existência humana: filosofia, prazer e morte. Longe de serem temas isolados, Montaigne os entrelaça de maneira provocativa, sugerindo que a própria filosofia reside em uma constante preparação para o derradeiro encontro . Mas como conciliar essa iminência da morte com a busca incessante pelo prazer, apontada por diversas correntes de pensamento como o próprio objetivo da vida? Seria o prazer um mero desvio ou, paradoxalmente, um caminho para enfrentar a mortalidade com serenidade? E de que maneira a virtude se encaixa nessa equação, sendo capaz de nos inspirar um desprezo pela morte que, por sua vez, nos permite viver com mais quietude e alegria? Estas são algumas das questões que emergem da pena arguta de Montaigne e que merecem ser exploradas neste texto… Continuar lendo Filosofia, prazer e morte |Texto Michel de Montaigne

Carta sobre a felicidade | Texto de Epicuro o “filósofo do prazer”

Epicuro (341 – 270 a. C), um dos grandes pensadores da filosofia antiga, dedicou sua vida à busca do bem-estar e da felicidade humana, colocando o prazer como centro de sua reflexão filosófica. Mas, o que é verdadeiramente o prazer? Ele é a ausência de dor ou algo mais profundo? Como podemos alcançar uma vida plena e equilibrada, segundo as ideias de Epicuro? Convidamos você a explorar o texto a seguir e refletir sobre estas questões universais, mergulhando no universo de um filósofo que, embora tenha vivido há séculos, continua a instigar e iluminar nossos dilemas contemporâneos… Boa leitura! Continuar lendo Carta sobre a felicidade | Texto de Epicuro o “filósofo do prazer”

A felicidade como atividade racional | Texto de Aristóteles

Aristóteles, um dos maiores filósofos da Antiguidade, dedicou-se a entender a essência da felicidade e da vida virtuosa. Neste trecho, ele nos convida a pensar na felicidade não como um mero sentimento passageiro, mas como uma atividade profundamente ligada à nossa capacidade de raciocínio e contemplação. Essa reflexão nos leva a questões importantes: Até que ponto dependemos de fatores externos para alcançarmos a felicidade? Qual é o papel da virtude na busca pela felicidade? E, por fim, será que a filosofia é realmente a chave para a plenitude humana, como Aristóteles sugere? Continuar lendo A felicidade como atividade racional | Texto de Aristóteles

O universo não é meu: sou eu | Texto de Fernando Pessoa

“Que me pode dar a China que a minha a minha alma não me tenha dado? E, se minha alma não pode dar, como dará a China, se é com a minha alma que verei a China, se a vir? Poderei buscar riquezas ao Oriente, mas não riqueza de alma, porque a riqueza de minha alma sou eu, e eu estou onde estou, sem Oriente ou com ele…” Continuar lendo O universo não é meu: sou eu | Texto de Fernando Pessoa

Seu celular está sempre tocando (ou assim você espera) | Texto de Zygmunt Bauman

“Estando com o seu celular, você nunca está fora ou longe.[…] Em meio à eternidade dessa rede imperecível, você pode se sentir seguro diante da fragilidade irreparável de cada conexão singular e transitória. Dentro da rede, você pode sempre correr em busca de abrigo quando a multidão à sua volta ficar delirante demais para o seu gosto…” Continuar lendo Seu celular está sempre tocando (ou assim você espera) | Texto de Zygmunt Bauman

Inteligência e intuição | Texto de Henri Bergson

“Instinto é comunhão. Se essa comunhão pudesse entender seu objeto e também refletir sobre si mesma, ela nos daria a chave das operações vitais – assim como a inteligência, desenvolvida e reformada, nos introduz na matéria. Porque, nunca será demais repetir, a inteligência e o instinto estão voltados a dois sentidos opostos: a inteligência, no sentido da matéria inerte; o instinto, no sentido da vida… Continuar lendo Inteligência e intuição | Texto de Henri Bergson

Os jogos da linguagem | Texto de Ludwig Wittgenstein

O termo “jogo de linguagem” deve aqui salientar que o falar da linguagem é uma parte de uma atividade ou de uma forma de vida… É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas de linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem. Continuar lendo Os jogos da linguagem | Texto de Ludwig Wittgenstein

A formação do espírito científico | Texto de Gaston Bachelard

A ciência, tanto por sua necessidade de coroamento como por princípio, opõe-se absolutamente à opinião. Se, em determinada questão, ela legitima a opinião, é por motivos diversos daqueles que dão origem à opinião; de modo que a opinião está, de direito, sempre errada. A opinião pensa mal; não pensa: traduz necessidades em conhecimentos… Continuar lendo A formação do espírito científico | Texto de Gaston Bachelard

O que é a filosofia? | Texto de Ortega y Gasset

A filosofia não é (…) senão uma atividade de conhecimento teorético, uma teoria do Universo. E mesmo quando a palavra Universo, ao abrir-se como uma janela panorâmica, parece alegrar um pouco o severo vocábulo “teoria”, não esqueçamos que o que faremos não é o Universo, fingindo-nos deuses de ocasião, mas somente sua teoria. Continuar lendo O que é a filosofia? | Texto de Ortega y Gasset

O Corpo Utópico | Texto de Michel Foucault

Basta eu acordar, que não posso escapar deste lugar que Proust, docemente, ansiosamente, ocupa uma vez mais em cada despertar. Não que me prenda ao lugar – porque depois de tudo eu posso não apenas mexer, andar por aí, mas posso movimentá-lo, removê-lo, mudá-lo de lugar –, mas somente por isso: não posso me deslocar sem ele. Continuar lendo O Corpo Utópico | Texto de Michel Foucault