Aristóteles e a pergunta que atravessa os séculos: por que precisamos uns dos outros?

Você realmente conseguiria viver completamente sozinho?

Há mais de dois mil anos, Aristóteles defendia que não. Para ele, é na convivência, na palavra e na vida em comunidade que descobrimos aquilo que nos torna humanos.

Mas, em um mundo cada vez mais conectado e, ao mesmo tempo, mais solitário, uma pergunta permanece:

a forma como convivemos revela quem realmente somos?

📖 Uma reflexão de Aristóteles que atravessa os séculos… Continuar lendo Aristóteles e a pergunta que atravessa os séculos: por que precisamos uns dos outros?

A Odisseia: por que ainda precisamos voltar a Homero?

Escrita há quase três mil anos, a Odisseia continua falando sobre uma experiência que todos conhecemos: partir, mudar e tentar encontrar o caminho de volta.

Mas será que algum retorno nos leva de volta ao mesmo lugar?

Uma reflexão sobre viagem, identidade e as transformações que nos tornam quem somos. Continuar lendo A Odisseia: por que ainda precisamos voltar a Homero?

Você realmente muda de ideia?

Você realmente muda de ideia?

Todos nós gostamos de acreditar que somos pessoas racionais. Mas será que realmente mudamos de opinião quando encontramos bons argumentos… ou apenas procuramos novas razões para defender aquilo em que já acreditávamos?

Heráclito, Locke e a psicologia contemporânea oferecem respostas curiosas para essa pergunta — que talvez diga mais sobre nós do que imaginamos… Continuar lendo Você realmente muda de ideia?

O que é uma vida bem vivida? Três filósofos, três respostas diferentes

Olá, pessoa linda! 💕

O que faz uma vida valer a pena?

Há mais de dois mil anos, a filosofia tenta responder a essa pergunta. Aristóteles, Epicuro, Nietzsche e Platão apresentaram caminhos diferentes para pensar o que significa viver bem.

Talvez nenhuma resposta seja definitiva. Mas todas continuam surpreendentemente atuais — porque algumas perguntas nunca deixam de nos acompanhar… Continuar lendo O que é uma vida bem vivida? Três filósofos, três respostas diferentes

Pensamos porque vivemos… ou vivemos porque pensamos? Uma reflexão de Schopenhauer sobre a vontade

Você realmente decide o que pensa?

Arthur Schopenhauer acreditava que não. Para ele, a razão não ocupa o centro da nossa vida. Existe uma força mais profunda — a Vontade — que impulsiona nossos desejos, escolhas e pensamentos.

No post de hoje, exploramos uma das ideias mais ousadas de Schopenhauer e um trecho de sua obra mais importante. Mais de dois séculos depois, suas perguntas continuam surpreendentemente atuais…

Boa leitura! 📚 Continuar lendo Pensamos porque vivemos… ou vivemos porque pensamos? Uma reflexão de Schopenhauer sobre a vontade

O sublime absurdo de sofrer por 22 homens correndo atrás de uma bola… Freud explica?

Por que sofremos tanto por causa de um jogo?

Vinte e dois jogadores, uma bola e milhões de pessoas com o coração acelerado. Se olharmos de fora, parece um grande absurdo. Mas talvez esse absurdo diga muito sobre quem somos.

Neste novo post, recorremos a Freud para entender a paixão das torcidas e encontramos em Camus uma pista de por que o futebol pode ser muito mais do que um esporte.

Uma leitura leve para quem gosta de filosofia… e também para quem já perdeu o humor por causa de um gol nos acréscimos…. Continuar lendo O sublime absurdo de sofrer por 22 homens correndo atrás de uma bola… Freud explica?

Onde termina você e começa a natureza? O desafio filosófico de Espinosa…

Onde termina você e começa a natureza?

Para o filósofo Baruch Espinosa, essa pergunta talvez tenha uma resposta desconfortável: a fronteira que imaginamos entre nós e o mundo pode simplesmente não existir…

Há mais de três séculos, Espinosa questionou a separação entre ser humano e natureza. Suas ideias continuam lançando perguntas capazes de transformar a forma como vemos a nós mesmos, os outros e o mundo ao nosso redor… Continuar lendo Onde termina você e começa a natureza? O desafio filosófico de Espinosa…

💕O que acontece quando amamos? Uma singela reflexão filosófica sobre o amor neste Dia dos Namorados

💕 O que realmente acontece quando amamos alguém?

Costumamos ouvir que o amor é encontrar a pessoa certa, a alma gêmea, a metade perdida. Mas será que é só isso?

Neste Dia dos Namorados, convidamos você a desacelerar por alguns minutos e refletir sobre uma pergunta tão antiga quanto atual: o amor nos completa ou nos transforma?

Entre encontros inesperados, escolhas cotidianas e a arte de aprender a amar, a filosofia talvez tenha mais a dizer sobre os relacionamentos do que imaginamos… Continuar lendo 💕O que acontece quando amamos? Uma singela reflexão filosófica sobre o amor neste Dia dos Namorados

O que sobra de nós quando paramos? Uma reflexão filosófica sobre o descanso

Vivemos correndo de uma tarefa para outra, convencidos de que estamos aproveitando o tempo. Mas o que acontece quando finalmente paramos?

Talvez a pergunta seja mais desconfortável do que parece. Afinal, somos aquilo que fazemos ou existe algo além das nossas ocupações?

Neste feriado, o Farofa Filosófica convida você a refletir sobre o descanso, o silêncio e uma questão que inquietou pensadores como Sêneca, Montaigne e Hannah Arendt:

O que sobra de nós quando paramos? Continuar lendo O que sobra de nós quando paramos? Uma reflexão filosófica sobre o descanso

O medo do silêncio segundo Nietzsche, Pascal e Sêneca

Existe algo curioso — e talvez revelador — no modo como lidamos com o silêncio hoje.

Basta alguns minutos sozinho — no elevador, na fila, no ônibus ou antes de dormir — para surgir um impulso quase automático: pegar o celular, abrir uma rede social, colocar uma música, assistir a um vídeo, preencher o espaço com qualquer estímulo disponível.

Mas por quê? Continuar lendo O medo do silêncio segundo Nietzsche, Pascal e Sêneca

🎂 Feliz 10 anos, Farofa Filosófica! Uma década de filosofia, arte, literatura e poesia! 📚

🎈🎉 Hoje é dia de celebrar.

Neste mês de maio, o Farofa Filosófica completa 10 anos de existência!

E só chegamos até aqui porque ainda existem pessoas movidas pela curiosidade (como você, pessoa linda 💕 que está lendo este texto!). Pessoas que continuam buscando sentido nos livros, nos poemas, nas perguntas e nas reflexões que atravessam a experiência humana.

Em tempos tão acelerados, continuar cultivando um espaço para pensar, sentir e aprender juntos é motivo de alegria — e também de esperança.

Hoje, a festa é nossa. 🥂🎂📚

Feliz aniversário para todos nós! Continuar lendo 🎂 Feliz 10 anos, Farofa Filosófica! Uma década de filosofia, arte, literatura e poesia! 📚

🌵 Os 70 anos de Grande Sertão: Veredas

Em 1956, João Guimarães Rosa ofereceu ao Brasil um livro que mudaria para sempre o modo como pensamos a literatura: Grande Sertão: Veredas. Setenta anos depois, a obra continua sendo um território de descobertas, uma travessia que desafia e encanta leitores de diferentes gerações…

“Mire veja: o mais importante e bonito do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou.” Continuar lendo 🌵 Os 70 anos de Grande Sertão: Veredas

Camões, Heráclito e Heidegger: o que permanece quando tudo muda?

Mudam os tempos, mas certas perguntas continuam atravessando os séculos: Quem somos? O que significa viver bem? Como lidar com a perda? O que fazemos com o tempo que nos resta? A tecnologia muda; o coração humano, nem tanto.

Talvez seja isso que conecta um poeta renascentista português, um filósofo grego antigo e uma pessoa qualquer olhando distraidamente pela janela de um ônibus em 2026. Todos experimentam a mesma vertigem diante do tempo… Continuar lendo Camões, Heráclito e Heidegger: o que permanece quando tudo muda?

“O mundo infinito” | Texto de Giordano Bruno

Existe um tipo raro de pensador que não apenas discorda do seu tempo, mas implode os limites dele. Bruno era essa figura. Enquanto a humanidade tateava no escuro tentando entender o lugar da Terra no cosmos, ele já visualizava um universo sem paredes, sem centro e sem fim — um organismo vivo, atravessado por mundos incontáveis. Uma ideia fascinante hoje; um ato suicida no século XVI… Continuar lendo “O mundo infinito” | Texto de Giordano Bruno

🧠Razão x 💗Emoção: uma análise de 5 filósofos (Parte 2)

Em algum momento, todo mundo já se viu diante de uma decisão difícil e pensou: “devo seguir o que parece mais lógico… ou o que eu estou sentindo?”

E assim, entre o cálculo frio da razão e o impulso quente da emoção, cada escolha humana é um pequeno campo de batalha… Essa dúvida, tão comum no dia a dia, está longe de ser trivial. Na verdade, ela atravessa séculos de reflexão filosófica.
Afinal, será que razão e emoção são realmente rivais… ou essa é só uma maneira simplificada de entender algo muito mais complexo? Continuar lendo 🧠Razão x 💗Emoção: uma análise de 5 filósofos (Parte 2)

Possibilidades do conhecimento sociológico | Texto de Zygmunt Bauman

Ler Bauman é aceitar o desafio de ser desestabilizado. É permitir que a sociologia nos arranque das rotinas confortáveis e nos coloque diante da complexidade do mundo. Mais do que um exercício intelectual, é um convite à liberdade, à solidariedade e à consciência crítica.

Se você acredita que viver de forma mais consciente vale a pena, mergulhar nas reflexões de Bauman é não apenas instigante, mas necessário. Boa leitura! 📖☕ Continuar lendo Possibilidades do conhecimento sociológico | Texto de Zygmunt Bauman

“Declara a sua renda” | Crônica de Carlos Drummond de Andrade

Ler “Declara sua renda” é mais do que acompanhar uma ironia bem construída. É ser conduzido, quase sem perceber, a uma pergunta simples e incômoda: de que é feita, afinal, a nossa riqueza? Talvez a melhor maneira de respondê-la seja aceitar o convite implícito do próprio Drummond e mergulhar na leitura da crônica — onde, entre humor e delicadeza, descobrimos que há ganhos que não cabem em formulário algum, mas que, ainda assim, são tudo… Continuar lendo “Declara a sua renda” | Crônica de Carlos Drummond de Andrade

“Não as matem!” | Crônica de Lima Barreto (escrita em 1915!)

Há textos que atravessam o tempo como um grito. A crônica “Não as matem!”, escrita por Lima Barreto em 1915, é um desses. Revisitar essa crônica é perceber que a literatura pode ser uma arma contra o esquecimento e que, infelizmente, a denúncia de Barreto continua urgente… Continuar lendo “Não as matem!” | Crônica de Lima Barreto (escrita em 1915!)

“O que significa a ética do discurso?” | Texto de Jurgen Habermas

Poucos filósofos contemporâneos conseguiram recolocar a razão e a democracia no centro da reflexão como Jürgen Habermas. Sua obra é marcada por uma pergunta essencial: como podemos viver juntos de forma justa em sociedades cada vez mais complexas?
Prepare-se para mergulhar em um texto que não apenas apresenta a ética do discurso, mas também questiona: será que estamos realmente prontos para ouvir e ser ouvidos? Afinal, se a democracia é, antes de tudo, uma conversa — aprender a conversar talvez seja o maior desafio do nosso tempo…
Continuar lendo “O que significa a ética do discurso?” | Texto de Jurgen Habermas

“Sobre a brevidade da vida” | Texto de Sêneca

Se você já teve a sensação de que o dia precisava ter 48 horas — ou que a vida inteira parece estar rodando no modo fast forward — respire fundo. Você não está sozinho nessa. E o post de hoje mostra que esse dilema tem, no mínimo, dois mil anos! Com uma escrita direta e surpreendentemente atual, Sêneca nos dá um verdadeiro “chacoalhão” filosófico sobre tempo, prioridades e o modo como escolhemos viver… Continuar lendo “Sobre a brevidade da vida” | Texto de Sêneca

“Aninha e suas pedras” | Poema de Cora Coralina

Nascida em 1889, na cidade histórica de Goiás, Cora Coralina tornou-se uma das vozes mais singulares da poesia brasileira. Durante grande parte da vida, escreveu discretamente enquanto trabalhava como doceira e cuidava da família. Seu reconhecimento literário veio apenas na velhice: seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, foi publicado quando ela tinha 76 anos… Dentro desse universo poético nasce “Aninha e suas pedras”, texto que se tornaria um dos mais citados e compartilhados da autora. Mais do que um conselho, o poema é um convite. Um convite a olhar para as dificuldades não como fim, mas como matéria de transformação. É com esse espírito que apresentamos, a seguir, “Aninha e suas pedras”… Continuar lendo “Aninha e suas pedras” | Poema de Cora Coralina

“Restos de Carnaval” | Crônica de Clarice Lispector

Clarice nos convida a olhar para o Carnaval não como espetáculo, mas como experiência íntima. Em vez da explosão da festa, temos seus bastidores; em vez do excesso, a escassez; em vez do brilho fácil, a descoberta sutil de si. “Restos de Carnaval” é, sobretudo, um texto sobre aquilo que permanece quando a música cessa — sobre como, às vezes, um gesto inesperado pode iluminar uma infância inteira.

Restos de Carnaval é, portanto, um convite: olhar o Carnaval não pelo que ele ostenta, mas pelo que permanece quando a música se cala… Continuar lendo “Restos de Carnaval” | Crônica de Clarice Lispector

🎭 Um passeio filosófico pelo Carnaval — quem somos quando ninguém está olhando?

Existe algo profundamente filosófico no Carnaval.

Durante alguns dias, suspendemos as regras, vestimos fantasias, pintamos o rosto, trocamos o nome, o papel, o gênero, a classe, o status. O advogado vira pirata. A professora vira Cleópatra. O tímido vira exagero. O contido vira excesso…

Mas a pergunta que ecoa por trás do glitter pode ser desconfortável:

A máscara esconde… ou revela?

É justamente essa pergunta que nos convida a um passeio filosófico em meio ao confete… Continuar lendo 🎭 Um passeio filosófico pelo Carnaval — quem somos quando ninguém está olhando?

“Receita de Ano Novo” | Poema de Carlos Drummond de Andrade

Escrito já na maturidade do autor e publicado em um de seus livros mais reflexivos, o poema dialoga com a tradição das “receitas de fim de ano” apenas para subvertê-la. Não há fórmulas mágicas nem garantias. O que Drummond propõe é quase um exercício filosófico: olhar o tempo como matéria viva, aceitar a mudança, abrir espaço para o novo sem negar o que fomos. A linguagem é simples, direta, quase doméstica — e justamente por isso poderosa… Continuar lendo “Receita de Ano Novo” | Poema de Carlos Drummond de Andrade

“Poema de Natal” por Vinícius de Moraes

Em “Poema de Natal” Vinicius de Moraes transforma o Natal em metáfora da condição humana: somos feitos para lembrar e ser lembrados, para perder, para velar, para falar baixo diante do mistério. O poema não promete consolo; oferece companhia. Não embala; desperta. Sua força está justamente nessa recusa do sentimentalismo, tão comum às datas comemorativas… Continuar lendo “Poema de Natal” por Vinícius de Moraes

🎅A história do Papai Noel em imagens: de santo medieval a ícone global

O Papai Noel que hoje habita vitrines, filmes, memes e campanhas publicitárias parece tão natural quanto inevitável. Mas essa figura aparentemente estável e profundamente tradicional é, na verdade, o resultado de séculos de mutações culturais. O Papai Noel não nasceu pronto. As imagens que abordaremos não contam apenas a história de um personagem. Elas revelam como diferentes épocas imaginaram o Natal, a infância, a generosidade, a moral e o próprio ato de presentear. Revisitar essas imagens é olhar para nós mesmos — e para os valores que decidimos vestir de “vermelho natal” ao longo dos séculos… Continuar lendo 🎅A história do Papai Noel em imagens: de santo medieval a ícone global

“Versos de Natal” | Poema de Manuel Bandeira

Há algo de profundamente artificial na alegria obrigatória do Natal. As luzes, os votos de felicidade, a promessa anual de recomeço — tudo isso costuma soar estranho para quem atravessa o tempo com mais perguntas do que certezas. É exatamente nesse ponto de fricção entre expectativa e realidade que a poesia de Manuel Bandeira se instala. O poeta não nega o Natal; ele o humaniza. Retira dele a obrigação de ser feliz e devolve ao leitor a possibilidade de sentir sem culpa… Continuar lendo “Versos de Natal” | Poema de Manuel Bandeira

Literatura e Filosofia: A ficção como espelho da condição humana

A literatura não é apenas arte: é também filosofia em forma de narrativa. Ao contar histórias, ela nos convida a encarar dilemas que a razão sozinha não resolve. Embora distintas em seus métodos, literatura e filosofia compartilham um mesmo objetivo: investigar o que significa ser humano. Continuar lendo Literatura e Filosofia: A ficção como espelho da condição humana

“Retrato” | Poema de Cecília Meireles

Toda filosofia, no fundo, é um olhar lançado sobre si mesmo. E poucos poetas brasileiros nos convidam a esse exercício de forma tão límpida e sensível quanto Cecília Meireles (1901-1964). Em poucos versos, com uma leveza que desarma, Cecília nos obriga a encarar o eu-lírico que se olha no espelho e pergunta, quase com estranheza: “Em que espelho ficou perdida / a minha face?” Prepare-se para buscar a sua resposta… Continuar lendo “Retrato” | Poema de Cecília Meireles

Liberdade: uma condenação? | Texto de Jean-Paul Sartre

O texto que você está prestes a ler é uma das passagens mais impactantes e provocadoras da filosofia do século XX. O seu autor, Jean-Paul Sartre (1905-1980), foi um dos maiores expoentes do Existencialismo e figura central da filosofia francesa. Escritor, dramaturgo e ativista, Sartre revolucionou a forma como pensamos sobre a condição humana… Sartre nos cutuca: somos livres sim, mas estamos prontos para carregar o peso de nossas escolhas? Continuar lendo Liberdade: uma condenação? | Texto de Jean-Paul Sartre

“Hino à liberdade” | Poema de Maria Firmina dos Reis

Falar de liberdade no Brasil é sempre revisitar feridas abertas e sonhos inacabados. Maria Firmina dos Reis, mulher negra, escritora e abolicionista do século XIX, ousou transformar dor em palavra e esperança em canto. Seu Hino à Liberdade não é apenas um poema: é um grito que atravessa o tempo, lembrando que a liberdade não se decreta, se constrói — e que ainda hoje precisamos escutá-la como convocação urgente. Ler Firmina é reconhecer que a literatura pode ser arma, memória e horizonte… Continuar lendo “Hino à liberdade” | Poema de Maria Firmina dos Reis

🎃 Fantasmas, espíritos e a imagem do outro | Um olhar filosófico sobre o invisível…👻

🎃 Neste Halloween, convidamos você a pensar a data a partir de um ponto de vista mais simbólico, não apenas como uma festa de máscaras e sustos, mas como uma oportunidade para pensar filosoficamente sobre o que cabe além do que vemos…? Continuar lendo 🎃 Fantasmas, espíritos e a imagem do outro | Um olhar filosófico sobre o invisível…👻

A descoberta do mundo | Texto de Clarice Lispector

Clarice Lispector é uma das autoras mais instigantes da literatura brasileira. Escritora e jornalista, sua obra é um mergulho no cotidiano — mas com olhos de quem vê tudo pela primeira vez. A crônica “A descoberta do mundo” é um convite à leitura desacelerada, à escuta do mundo e de si. Ler Clarice é se deixar atravessar por perguntas que não pedem resposta, mas presença… Continuar lendo A descoberta do mundo | Texto de Clarice Lispector

“Meus oito anos” | Poema de Casimiro de Abreu

Poucos versos na literatura brasileira despertam tanta ternura quanto os de “Meus oito anos”, de Casimiro de Abreu.
O poema também dialoga com questões bem contemporâneas: a idealização do passado, o desejo de retorno a tempos mais simples, e a valorização da memória afetiva. Em tempos de aceleração digital e crises existenciais, a saudade de Casimiro soa como um convite à pausa e à contemplação… Continuar lendo “Meus oito anos” | Poema de Casimiro de Abreu

“Ainda assim eu me levanto” | Poema de Maya Angelou

Maya Angelou (1928–2014) foi uma das vozes mais potentes da literatura afro-americana e da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Escritora, poeta, atriz e ativista, sua obra atravessa fronteiras culturais e temporais, tocando temas como racismo, identidade, resistência e dignidade. Com uma escrita marcada pela força da oralidade e pela beleza lírica, Angelou transformou sua vivência em arte e inspiração … Continuar lendo “Ainda assim eu me levanto” | Poema de Maya Angelou

“Poema em linha reta” | Poesia de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa não foi apenas um dos maiores poetas da língua portuguesa — foi também muitos em um só. Mestre da multiplicidade, criou heterônimos como Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro, cada qual com estilo, visão de mundo e personalidade próprias. Álvaro de Campos, engenheiro de emoções e inquietações modernas, é quem assina o provocador Poema em Linha Reta. Continuar lendo “Poema em linha reta” | Poesia de Fernando Pessoa

Que é uma mulher? | Texto de Simone de Beauvoir

“Hesitei muito tempo em escrever um livro sobre a mulher. O tema é irritante, principalmente para as mulheres. E não é novo. A querela do feminismo deu muito que falar. Agora está mais ou menos encerrada. Não toquemos mais nisso… No entanto, ainda se fala dela. E não parece que as volumosas tolices que se disseram neste último século tenham realmente esclarecido a questão. Demais, haverá realmente um problema? Em que consiste? Em verdade, haverá mulher?…” Continuar lendo Que é uma mulher? | Texto de Simone de Beauvoir

“Regras do futebol de rua” | Texto de Luis Fernando Verissimo ⚽🦶

Ao publicar esta crônica, celebramos não apenas o talento de Veríssimo, mas também a filosofia que emerge do cotidiano: a ideia de que brincar é uma forma de existir, e que até nas regras improvisadas da infância há uma sabedoria que escapa aos manuais, uma ética coletiva, construída no diálogo e na convivência… Continuar lendo “Regras do futebol de rua” | Texto de Luis Fernando Verissimo ⚽🦶

“Mãos dadas” | Poema de Carlos Drummond de Andrade

Em tempos de intenso individualismo e redes sociais que nos aproximam virtualmente enquanto nos afastam emocionalmente, o poema Mãos Dadas, de Carlos Drummond de Andrade, é um convite à empatia e à presença. Hoje, o poema continua urgente. Em meio a polarizações e incertezas, Drummond nos lembra: só de mãos dadas é possível atravessar o caos… Continuar lendo “Mãos dadas” | Poema de Carlos Drummond de Andrade

“Diante de Lei ” | Texto de Franz Kafka

Franz Kafka (1883-1924), um dos grandes nomes da literatura moderna, aborda em suas obras a alienação, o absurdo e a opressão institucional sobre o indivíduo. O texto Diante da Lei, extraído do romance O Processo e também publicado como conto independente, é uma alegoria que simboliza a busca humana por justiça e verdade, enfrentando barreiras aparentemente intransponíveis. Essa narrativa expressa a crítica profunda de Kafka às estruturas sociais que limitam o acesso à justiça, convidando à reflexão sobre a condição humana em um mundo marcado pelo controle e pela incompreensão. Continuar lendo “Diante de Lei ” | Texto de Franz Kafka

5 estratégias para transformar o FRACASSO em aprendizado (segundo os estoicos)

Fracassar é inevitável. Seja em projetos, relacionamentos ou sonhos, todos nós, em algum momento, enfrentamos o gosto amargo de não alcançar o que desejávamos. Mas, para os estoicos, o fracasso não é um fim — é um mestre. Neste post, vamos explorar como a filosofia estoica pode transformar o fracasso em uma poderosa ferramenta de crescimento e autoconhecimento. Continuar lendo 5 estratégias para transformar o FRACASSO em aprendizado (segundo os estoicos)

Qual é a utilidade da filosofia? (segundo Platão, Kant, Nietzsche, Wittgenstein e Simone de Beauvoir)

Essa pergunta atravessa séculos e continua provocando debates entre pensadores e curiosos: afinal, qual é o papel da filosofia na vida humana? Platão, Kant, Nietzsche, Wittgenstein, Simone de Beauvoir… cada um, à sua maneira, viu na filosofia uma forma de libertar, questionar, esclarecer ou transformar. Suas visões mostram que filosofar não é um capricho intelectual, mas um ato de coragem e lucidez diante da complexidade da vida… Continuar lendo Qual é a utilidade da filosofia? (segundo Platão, Kant, Nietzsche, Wittgenstein e Simone de Beauvoir)

💕 Amor e Filosofia 📚 | De Platão a Simone de Beauvoir: Qual o sentido do amor?

Um singelo passeio pelos caminhos e descaminhos da filosofia sob a ótica do Amor… Já que pensar filosoficamente sobre o amor é, acima de tudo, uma forma de compreender melhor nós mesmos e o mundo ao nosso redor. Seja como uma busca intelectual, um laço ético ou afetivo, um desafio existencial ou uma manifestação de fé, o amor permanece um dos conceitos mais profundos da experiência humana. Sua força tem o poder de unir, libertar e transformar, convidando-nos constantemente à reflexão… Continuar lendo 💕 Amor e Filosofia 📚 | De Platão a Simone de Beauvoir: Qual o sentido do amor?

“Murar o medo” | Por Mia Couto Texto e vídeo

“O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura, algo me sugeria o seguinte: que há neste mundo mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas…” Continuar lendo “Murar o medo” | Por Mia Couto Texto e vídeo

O que é liberdade? | Texto de Merleau-Ponty

“Nascer é ao mesmo tempo nascer do mundo e nascer no mundo. O mundo está já constituído, mas também não está nunca completamente constituído. Sob o primeiro aspecto, somos solicitados, sob o segundo, somos abertos a uma infinidade de possíveis. Mas esta análise ainda é abstrata, pois existimos sob os dois aspectos ao mesmo tempo. Portanto, nunca há determinismo e nunca há escolha absoluta, nunca sou coisa e nunca sou consciência nua…” Continuar lendo O que é liberdade? | Texto de Merleau-Ponty

“Nossa existência na opinião alheia” | Texto de Arthur Schopenhauer

Neste texto, Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, nos leva a refletir sobre o valor que atribuímos à aprovação dos outros e como essa busca pode nos tornar reféns da opinião alheia. A partir dessas ideias, surgem questionamentos fundamentais: até que ponto nossa felicidade depende da percepção dos outros? Seria possível alcançar uma vida plena sem a necessidade de reconhecimento externo? E como podemos equilibrar o desejo de aceitação com a busca pela autenticidade e liberdade interior? Continuar lendo “Nossa existência na opinião alheia” | Texto de Arthur Schopenhauer

Filosofia, prazer e morte |Texto Michel de Montaigne

Michel de Montaigne, um dos pensadores mais singulares do Renascimento, nos convida neste texto a uma reflexão profunda sobre a tríade essencial da existência humana: filosofia, prazer e morte. Longe de serem temas isolados, Montaigne os entrelaça de maneira provocativa, sugerindo que a própria filosofia reside em uma constante preparação para o derradeiro encontro . Mas como conciliar essa iminência da morte com a busca incessante pelo prazer, apontada por diversas correntes de pensamento como o próprio objetivo da vida? Seria o prazer um mero desvio ou, paradoxalmente, um caminho para enfrentar a mortalidade com serenidade? E de que maneira a virtude se encaixa nessa equação, sendo capaz de nos inspirar um desprezo pela morte que, por sua vez, nos permite viver com mais quietude e alegria? Estas são algumas das questões que emergem da pena arguta de Montaigne e que merecem ser exploradas neste texto… Continuar lendo Filosofia, prazer e morte |Texto Michel de Montaigne

Carta sobre a felicidade | Texto de Epicuro o “filósofo do prazer”

Epicuro (341 – 270 a. C), um dos grandes pensadores da filosofia antiga, dedicou sua vida à busca do bem-estar e da felicidade humana, colocando o prazer como centro de sua reflexão filosófica. Mas, o que é verdadeiramente o prazer? Ele é a ausência de dor ou algo mais profundo? Como podemos alcançar uma vida plena e equilibrada, segundo as ideias de Epicuro? Convidamos você a explorar o texto a seguir e refletir sobre estas questões universais, mergulhando no universo de um filósofo que, embora tenha vivido há séculos, continua a instigar e iluminar nossos dilemas contemporâneos… Boa leitura! Continuar lendo Carta sobre a felicidade | Texto de Epicuro o “filósofo do prazer”

A felicidade como atividade racional | Texto de Aristóteles

Aristóteles, um dos maiores filósofos da Antiguidade, dedicou-se a entender a essência da felicidade e da vida virtuosa. Neste trecho, ele nos convida a pensar na felicidade não como um mero sentimento passageiro, mas como uma atividade profundamente ligada à nossa capacidade de raciocínio e contemplação. Essa reflexão nos leva a questões importantes: Até que ponto dependemos de fatores externos para alcançarmos a felicidade? Qual é o papel da virtude na busca pela felicidade? E, por fim, será que a filosofia é realmente a chave para a plenitude humana, como Aristóteles sugere? Continuar lendo A felicidade como atividade racional | Texto de Aristóteles

O universo não é meu: sou eu | Texto de Fernando Pessoa

“Que me pode dar a China que a minha a minha alma não me tenha dado? E, se minha alma não pode dar, como dará a China, se é com a minha alma que verei a China, se a vir? Poderei buscar riquezas ao Oriente, mas não riqueza de alma, porque a riqueza de minha alma sou eu, e eu estou onde estou, sem Oriente ou com ele…” Continuar lendo O universo não é meu: sou eu | Texto de Fernando Pessoa

Seu celular está sempre tocando (ou assim você espera) | Texto de Zygmunt Bauman

“Estando com o seu celular, você nunca está fora ou longe.[…] Em meio à eternidade dessa rede imperecível, você pode se sentir seguro diante da fragilidade irreparável de cada conexão singular e transitória. Dentro da rede, você pode sempre correr em busca de abrigo quando a multidão à sua volta ficar delirante demais para o seu gosto…” Continuar lendo Seu celular está sempre tocando (ou assim você espera) | Texto de Zygmunt Bauman

Inteligência e intuição | Texto de Henri Bergson

“Instinto é comunhão. Se essa comunhão pudesse entender seu objeto e também refletir sobre si mesma, ela nos daria a chave das operações vitais – assim como a inteligência, desenvolvida e reformada, nos introduz na matéria. Porque, nunca será demais repetir, a inteligência e o instinto estão voltados a dois sentidos opostos: a inteligência, no sentido da matéria inerte; o instinto, no sentido da vida… Continuar lendo Inteligência e intuição | Texto de Henri Bergson

Os jogos da linguagem | Texto de Ludwig Wittgenstein

O termo “jogo de linguagem” deve aqui salientar que o falar da linguagem é uma parte de uma atividade ou de uma forma de vida… É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas de linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem. Continuar lendo Os jogos da linguagem | Texto de Ludwig Wittgenstein