Chove. Chove de novo. E continua chovendo.
Depois de alguns dias assim, a repetição começa a alterar nossa relação com o tempo. A manhã parece igual à tarde, o hoje parece ontem e a pergunta inevitável aparece: será que essa chuva vai parar?
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Carlos Drummond de Andrade tinha o talento de transformar situações banais em algo inesperado. Em “Caso pluvioso”, ele faz justamente isso: pega uma chuva que insiste em cair e leva essa ideia cada vez mais longe.
Com humor e criatividade, Drummond transforma o que seria apenas um dia molhado em uma situação absurda, quase surreal. A chuva deixa de ser paisagem e vira protagonista. Começa a ocupar tudo: os espaços, os pensamentos e até a imaginação.
Nas mãos de Drummond, vira poesia…
Portanto, chuva e poesia para todos nós! Boa leitura.
Caso Pluvioso
Carlos Drummond de Andrade em Antologia Poética, 1978 – Via escritas.org
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