Gilka Machado (1893 – 1980) foi uma pioneira na literatura brasileira, desafiando as convenções da época ao explorar temas como erotismo e a subjetividade feminina em seus poemas. Sua obra, marcada por uma linguagem rica e simbólica, rompeu com os padrões tradicionais da poesia, abrindo caminho para uma nova forma de expressão literária.
Considerada uma das primeiras mulheres a publicar poesia erótica no Brasil, Gilka Machado enfrentou o preconceito e o conservadorismo da sociedade, mas sua coragem e talento a consolidaram como uma das maiores poetisas do país. Além de sua relevância literária, Gilka também foi uma figura importante no movimento feminista, defendendo o direito ao voto feminino e a igualdade de gênero.
Com 13 anos ganha um concurso pelo jornal A imprensa, arrebatando os 3 primeiros prêmios, com poemas assinados com seu próprio nome e com pseudônimos. No entanto, é só em 1915, aos 22 anos, que ela consegue publicar seu primeiro livro, “Cristais Partidos”.
Ser mulher…
Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada
para os gozos da vida, a liberdade e o amor;
tentar da glória a etérea e altívola escalada,
na eterna aspiração de um sonho superior…
Ser mulher, desejar outra alma pura e alada
para poder, com ela, o infinito transpor;
sentir a vida triste, insípida, isolada,
buscar um companheiro e encontrar um Senhor…
Ser mulher, calcular todo o infinito curto
para a larga expansão do desejado surto,
no ascenso espiritual aos perfeitos ideais…
Ser mulher, e oh! Atroz, tantálica tristeza!
ficar na vida qual uma águia inerte, presa
nos pesados grilhões dos preceitos sociais!
Gilka Machado em Cristais partidos (1915)
Em 1916 profere a conferência ‘A revelação dos perfumes’. Seguem-se outros livros, ao longo da década de 1920, como “Estados d’Alma” (1917), “Mulher Nua” (1922), “Meu Glorioso Pecado” (1928). Seus poemas foram também republicados em outros volumes: os dois primeiros livros, em “Poesias” (1918); e alguns, escolhidos, em “Carne e Alma” (1931), em “Meu rosto” (1947), e em “Velha Poesia” (1965), antes que as “Poesias Completas” ganhassem duas edições: em 1978 e em 1991.
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Gilka Machado não apenas abriu caminhos para outras mulheres na literatura, mas também deixou um legado que continua a inspirar debates sobre a liberdade de expressão e a igualdade de gênero. Sua obra permanece como um testemunho poderoso da luta por mais vozes femininas na arte e na sociedade.
Para aqueles que queiram conhecer melhor o trabalho de Gilka Machado, seguem abaixo os links de alguns de seus livros:
Estados de alma – CLIQUE AQUI!
Crystaes partidos – CLIQUE AQUI!
Mulher nua – CLIQUE AQUI!
A revelação dos perfumes – CLIQUE AQUI!
Meu glorioso pecado – CLIQUE AQUI!
O grande amor – CLIQUE AQUI!
Sublimação – CLIQUE AQUI!
Velha poesia – CLIQUE AQUI!
Poesias (1915-1917) – CLIQUE AQUI!
Poesias – CLIQUE AQUI!
(Downloads via Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos)
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