Há textos que atravessam o tempo como um grito. A crônica Não as matem!, escrita por Lima Barreto em 1915, é um desses…
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O autor, conhecido por sua escrita direta e sua crítica mordaz às injustiças sociais, não se furtou a denunciar aquilo que já se configurava como uma tragédia cotidiana: homens que, incapazes de aceitar a liberdade das mulheres, recorriam à violência extrema para impor seu domínio.
O que torna essa crônica ainda mais perturbadora é sua atualidade. Mais de um século depois, o Brasil continua a enfrentar índices alarmantes de feminicídio. A lógica denunciada por Barreto — a ideia de que o homem tem direito sobre o corpo e a vida da mulher — sobrevive sob o manto do “ciúme” ou da “honra ferida”.
A leitura dessa crônica não é apenas um exercício literário: é um convite à reflexão sobre como a violência contra mulheres se enraíza em estruturas sociais que ainda não foram superadas. Lima Barreto nos lembra que o amor só pode existir na liberdade, e que qualquer tentativa de impô-lo pela força é não apenas estúpida, mas, acima de tudo, criminosa.
Revisitar Não as matem! é perceber que a literatura pode ser uma arma contra o esquecimento e que, infelizmente, a denúncia de Barreto continua urgente…
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