Existe um poeta na literatura brasileira que não é apenas lido, mas vivido. Suas palavras estão cravadas no imaginário popular, nas provas de vestibular e, o que é mais importante, na nossa eterna busca por significado nas miudezas do dia a dia. Sim, estamos falando dele, o mineiro de Itabira, Carlos Drummond de Andrade.
Drummond não cabe em rótulos. Mineiro de Itabira, funcionário público, cronista, poeta modernista, ele é uma das vozes mais potentes da literatura brasileira do século XX. Sua poesia é ao mesmo tempo íntima e universal, filosófica e cotidiana, melancólica e irônica — enfim, um suco de Brasil.
O poeta estreou com Alguma Poesia (1930), obra que já trazia o famoso verso “No meio do caminho tinha uma pedra”. Depois vieram Sentimento do Mundo (1940), A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951), entre outros. Em cada livro o poeta observa o Brasil, o tempo, o amor, a morte e a própria linguagem com olhos de quem sabe que tudo é transitório — menos a dúvida.
Sua escrita influenciou gerações e atravessou fronteiras. Drummond é aquele tipo de autor que parece conversar com você no ônibus, no café, no silêncio da madrugada. E é justamente essa intimidade que os dois documentários sobre ele tentam capturar.
🎬 Dois Olhares para (Des)Entender o Poeta
Para quem deseja mergulhar mais fundo na vida e na obra desse gigante da poesia, dois documentários se destacam: um da TV Cultura e outro da TV Brasil, ambos de grande relevância, oferecendo perspectivas diferentes, mas complementares, sobre a trajetória do poeta e seu impacto na cultura brasileira.
O Fazendeiro do Ar ( TV Brasil )
Esse documentário da TV Brasil é mais direto e educativo. Em formato compacto, ele apresenta a trajetória de Drummond com depoimentos que ajudam a contextualizar sua importância literária e filosófica. É uma excelente porta de entrada para quem ainda não conhece o poeta ou quer uma visão panorâmica de sua vida e obra. É acessível, rápido e cheio de insights, ideal para quem quer começar a entender Drummond sem se perder em academicismos.
Poeta de Sete Faces (TV Cultura, 2002)
O maior trunfo deste documentário é a chance de ouvir o próprio Drummond. O título faz referência ao icônico “Poema de Sete Faces” e, de fato, a obra tenta mapear as várias facetas do escritor: o mineiro, o cronista, o funcionário público, o reservado.
Com imagens raras, entrevistas com familiares e estudiosos, e cenas da casa de infância em Itabira, o filme, dirigido por Paulo Thiago, constrói uma narrativa sensível e respeitosa. É ideal para quem quer entender como a vida de Drummond se entrelaça com sua obra — e como sua obra se entrelaça com o Brasil.
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