Em "Grande sertão: veredas", trabalhando com uma variante caboclo sertaneja da língua portuguesa, João Guimarães Rosa (1908 - 1967), cria um estilo único e original. Pode-se dizer que o autor é um divisor de águas no que se refere à tradição regionalista na literatura brasileira...
Outros autores como José de Alencar, Graciliano Ramos e José Lins do Rego, por exemplo, já tinham experimentado o mesmo caminho. Cada um deles, a seu modo, trabalhou os diversos recursos da linguagem do sertanejo. Contudo, de uma forma ou outra, optaram por misturar o falar sertanejo com a norma culta.
Já a proposta de Guimarães Rosa foi a da recriação do falar sertanejo não só no vocabulário, mas na organização da frase. Assim o falar sertanejo perpassa toda a narrativa, afetando todo o texto…
“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”
“Travessia. O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.”
O senhor… Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. É o que a vida me ensinou. Isso me alegra, montão.”
Seguem abaixo o livro e o filme, duas boas oportunidades para conhecer a obra de Guimarães Rosa:
Livro
Publicado em 1956, “Grande Sertão: Veredas” é amplamente reconhecido como uma das obras-primas da literatura brasileira. Lançado durante o movimento modernista, o livro rapidamente se destacou por sua originalidade e profundidade, encantando leitores e críticos com sua narrativa inovadora e complexidade temática.
Com o passar dos anos, o livro manteve seu status de clássico incontestável…
Para fazer o download do livro “Grande sertão: veredas” – clique aqui!
Filme
O filme “Grande Sertão: Veredas” de 1965 foi bem recebido na época de seu lançamento, sendo considerado uma tentativa valiosa de trazer a riqueza do texto de Guimarães Rosa para a tela, embora, seja um desafio condensar uma obra tão vasta em um filme de apenas duas horas… Ainda assim, a direção de Geraldo Vietri e Renato Santos Pereira foi elogiada por sua abordagem fiel e pela capacidade de transmitir a atmosfera do sertão brasileiro.
Vale a pena assistir!
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